Sobre o jogo
*Breath of Fire II* é um RPG de turno que expande a estrutura estabelecida pelo seu antecessor, apresentando uma narrativa situada 500 anos após os eventos do primeiro título. O jogo utiliza uma perspectiva *top-down* para exploração e um sistema de combate por turnos. Tecnicamente, destaca-se pela evolução na qualidade das animações de batalha e pela introdução de mecânicas complexas, como o sistema de fusão com Shamans e a construção da "TownShip". O título é reconhecido pela sua densidade narrativa, embora tenha sido prejudicado na sua versão ocidental por uma localização técnica deficiente.
Capturas de tela
Bastidores & Curiosidades
- Contexto de Criação
- Diferente do primeiro Breath of Fire, que contou com a colaboração da Squaresoft para a sua distribuição na América do Norte, a sequência foi desenvolvida e publicada integralmente pela Capcom.
- Equipe
- O design de personagens foi inteiramente realizado por Tatsuya Yoshikawa, conferindo ao jogo uma estética mais madura e próxima ao estilo anime da época. A trilha sonora foi composta por Yuko Takehara.
- Curiosidade
- O jogo foi lançado no Japão na mesma semana que o console PlayStation da Sony, competindo num mercado de RPGs extremamente saturado.
Contexto Brasileiro
- Lançamento
- Não houve lançamento oficial localizado pela Playtronic ou Gradiente. O título circulou no Brasil majoritariamente através de importação paralela, tornando-se um item de nicho nas locadoras de jogos que possuíam acervos de RPGs de Super Nintendo. Não houve manuais ou traduções oficiais em português.
Fatos & Legado
- Aspectos Técnicos
- O jogo utiliza a paleta de cores e as capacidades de sprite do Super Nintendo para criar ambientes detalhados. Não utiliza chips de expansão especiais (como o SA-1 ou DSP).
- Censura e Regionalismos
- A versão norte-americana sofreu alterações devido às políticas de conteúdo da Nintendo of America da época, que restringiam referências religiosas e violência explícita. A tradução para o inglês é amplamente documentada como uma das mais problemáticas da era 16-bit, contendo erros gramaticais, inconsistências de nomes e diálogos que, por vezes, tornam a trama incompreensível.
- Diferenças de Versão
- A versão de Game Boy Advance (2002) introduziu alterações na interface, retratos de personagens redesenhados e um aumento na taxa de ganho de experiência e ouro, visando reduzir o grinding excessivo presente na versão original de SNES.
Dicas & Segredos
- Habilidade "ChopChop"
- Pode ser aprendida no "Wildcat Cafe". Para obtê-la, o jogador deve seguir as instruções das placas na caverna, mas não deve descartar as armas conforme sugerido. Após derrotar o Chef e perdoá-lo, ele ensinará a habilidade, que ignora a defesa do inimigo.
- Sistema de Fusão
- O jogador pode recrutar até seis Shamans (Sana, Seso, Solo, Senpo, Sedna e Sten) espalhados pelo mundo. Ao fundi-los com membros da equipe na TownShip, é possível alterar a aparência, os atributos e as habilidades dos personagens.
- TownShip (Carpenter)
- A escolha do carpinteiro para a construção da vila impacta diretamente as funcionalidades disponíveis (ex: cozinha para itens de status, bar para informações ou troca de itens raros). A escolha da "Cottage" é frequentemente recomendada por permitir a criação de itens que aumentam permanentemente os atributos.