Sobre o jogo
*Prince of Persia* para Super Nintendo é uma reinterpretação expandida do título original de 1989. Diferente de uma conversão direta, esta versão foi desenvolvida pela Arsys Software com foco em aproveitar a paleta de cores e a capacidade de processamento do hardware de 16 bits da Nintendo. O jogo introduz cenários mais detalhados, novos níveis, inimigos adicionais e uma estrutura de tempo estendida (120 minutos), diferenciando-se significativamente das versões de computador e de outros consoles da época. A jogabilidade mantém a ênfase na precisão do movimento e na animação rotoscópica, embora com ajustes na física e no controle em comparação ao original.
Capturas de tela
Bastidores & Curiosidades
- Contexto
- O projeto surgiu após a Arsys Software trabalhar com a Masaya em outros títulos. A decisão de expandir o jogo original foi tomada para oferecer um conteúdo inédito aos jogadores de console, resultando em novos chefes (como o guerreiro de seis braços Ashura e a guerreira Amazon) e um design de níveis mais complexo.
- Censura
- Durante o desenvolvimento, a Nintendo impôs restrições rigorosas quanto à violência gráfica. Animações de morte mais explícitas, que incluíam decapitações e sangue, foram removidas ou atenuadas para atender às políticas de conteúdo da Nintendo na época.
- Influência
- Embora Jordan Mechner não tenha participado diretamente do desenvolvimento desta versão, o título é frequentemente citado como um dos ports mais ambiciosos e tecnicamente distintos da franquia.
Contexto Brasileiro
- Lançamento
- O jogo foi distribuído no Brasil através da Playtronic (joint venture entre Gradiente e Estrela), que iniciou a fabricação oficial de consoles e cartuchos de Super Nintendo no país em 1993.
- Localização
- Não houve tradução oficial para o português; o jogo manteve o idioma original (inglês) nos menus e textos. O título foi um dos jogos de plataforma de alta dificuldade presentes no catálogo inicial da Playtronic, sendo um marco nas locadoras brasileiras devido à sua complexidade e exigência técnica.
Fatos & Legado
- Diferenças Regionais
- A versão japonesa (Super Famicom) apresenta diferenças sutis em relação às versões ocidentais, incluindo animações de morte ligeiramente mais detalhadas (que foram censuradas no ocidente) e variações em certos tiles de fundo e eventos de nível.
- Hardware
- O jogo utiliza o hardware padrão do SNES, sem chips de aprimoramento (como o Super FX). O som é processado pelo chip SPC700 da Sony, que gerencia 8 canais de áudio amostrado, permitindo uma trilha sonora mais rica em comparação às versões de 8 bits.
Dicas & Segredos
- Menu de Debug
- Na tela de título, selecione "Continue" e insira a senha SPCCMD! (versões US/EU) ou SPECIAL (versão japonesa). Após ouvir um som, selecione "Cancel" e inicie um novo jogo. Durante a partida, pause e pressione: B, Y, Cima, Baixo, Esquerda, Direita, L, R. Se executado corretamente, um som será emitido. Despause e segure Start enquanto pressiona Select para acessar o menu de debug, que permite seleção de níveis, teste de som e aumento de vida.
- Morte Instantânea
- Com o menu de debug ativado, é possível pressionar o botão X durante o jogo para eliminar todos os inimigos presentes na tela.
- Teste de Som
- É possível acessar o teste de som diretamente durante o jogo normal (sem o código de debug) segurando Start e pressionando Select.